Meditação do dia

Quinta-Feira - 18/12/2014

Os livros poéticos II - Jó / Pv / Ec / CCânticos
Uma discussão sobre o sofrimento

A primeira reação

Leitura diária: Jó 3 e 4
Leitura da Bíblia em um ano: Gênesis, capítulos 1, 2 e 3

 

Realmente, é sempre assim. A primeira reação do homem sensato e justo, à dificuldade ou problema que enfrenta é esta que Jó vai demonstrar neste capítulo 3 quando chega a amaldiçoar o seu nascimento e lamentar a sua miséria moral, social e espiritual. Sim, por que tais coisas me acontecem, Senhor, se eu procurei viver a minha vida em integridade diante de ti?


Depois da introspecção em que ficou diante da visita de seus amigos, que nem dele se acercaram pois a sua doença era "maldita", havia o perigo do contágio; em face da mudez a que se submeteram sem palavras que estavam para entender o que havia acontecido ao amigo; Jó, finalmente, vai começar a expor os seus pensamentos depois de tê-los por certo, durante aqueles sete dias, os colocado diante de Deus.


Primeiramente, pensamentos de dor e de sofrimento (vs. 1 a 10): "Pereça o dia em que nasci... Converta-se aquele dia em trevas... porquanto não fechou as portas do ventre de minha mãe..." Jó 3.3,4.


Em segundo lugar, pensamentos de lamentação e angústia (vs. 11 a 10): "Por que não morri ao nascer? por que não expirei ao vir à luz? Por que se concede luz ao aflito, e vida aos amargurados de alma... Porque aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece." Jó 3.11,20,25


Diante de tais questionamentos que Jó expõe a Deus em face de seus amigos que o observavam, estes, no sentido de ajudá-lo vão tentar explicar algo no capítulo que se segue: "Eis que tens ensinado a muitos, e tens fortalecido as mãos fracas. As tuas palavras têm sustentado aos que cambaleavam... Mas agora que se trata de ti te enfadas?; e tocando-te a ti te desanimas" (Jó 4.3,4a,5). Elifaz, está como que repreendendo a Jó, dizendo que quando tais males aconteciam a outros, ele tentava ajudá-los explicando-os como ocorrências naturais da vida, mas quando tais fatos o atingiam, ele não os entendia. E para melhor colocá-lo diante desta realidade da vida ainda lhe pergunta: "Qual o inocente que jamais pereceu?" (Jó 4.7). Ou ainda: "Pode o homem mortal ser justo diante de Deus?", de forma a mostrar ao crente de ontem e de hoje que não é por nossa integridade que somos preservados, mas sim pela providência e benignidade do Pai (v.17).

 

Oração para o dia:

Faze-me, Senhor, entender os teus caminhos. Que mesmo diante da dor e da tristeza eu saiba que existe um propósito melhor teu para mim.

Outras Meditações

Newsletter
NOME:
E-MAIL:

JUERP- todos os direitos reservados 2010